Leituras de setembro: Fazendo as pazes com o corpo + Me poupe!


Setembro foi um mês bem corrido. Mesmo assim consegui ler dois livros. Um deles foi o Fazendo as pazes com o corpo da Daiana Garbin e o outro foi o Me Poupe! da Nathalia Arcuri. Ultimamente, estou lendo bastante livro escrito por jornalistas. Não é proposital, mas estou gostando muito desse dado.

Os dois livros foram muito importantes pra mim de maneiras diferentes e apesar de ambos terem uma linguagem bem simples e fluida, tocaram em pontos na minha vida que eu realmente precisava de ajuda, precisava transformar a forma como eu via cada um dos assuntos dentro da minha cabeça. 

Fazendo as pazes com o corpo

Daiana Garbin sofreu, por MUITOS anos, alguns transtornos alimentares. Ela sempre estava em guerra com a comida, com a balança e com ela mesma. Ela via seu corpo de forma distorcida: mesmo não sendo gorda, não gostava do que via do espelho por achar que precisava perder mais e mais peso. 
Quando ela decidiu dar um basta nessa guerra interna que sempre a acompanhou desde a infância ela decidiu falar sobre isso e compartilhar informação, conhecimento e, claro, suas experiências. Ela começou a estudar mais o assunto e compreender por que é cada vez mais comum as pessoas estarem insatisfeitas com sua imagem no espelho. 
Nunca gostei de ser chamada de mulherão. 
O livro é bem completo. Aborda transtornos que eu não conhecia e abordou, também, o que eu me encaixo: Compulsão alimentar. Lendo sobre esse transtorno eu pude me conhecer melhor e entender os gatilhos que me levavam a episódios de compulsão. Comecei uma reeducação alimentar depois de entender que nenhuma dieta restritiva me ajudaria. Foquei, na terapia, em trabalhar essa parte de mim para que esse não fosse mais um problema recorrente. 
O problema de peso que atrapalhava minha vida não estava no meu corpo - estava na minha cabeça.
Com o livro eu comecei a olhar pra mim de um jeito diferente. Com compaixão, amor e paciência. Eu notei que falava coisas pra mim, em pensamento, que JAMAIS falaria para outra pessoa. Então, me questionei: Por que falo pra mim, então?
Minha autoestima mudou um pouco e precisa continuar mudando... Mas, até aqui já foi um grande avanço. Eu comecei a me ver com devido o valor que eu merecia, não dependendo do que a balança mostrava para ser alguém relevante. Comecei a falar sobre o meu peso conseguindo não chorar... Entendi que nunca devo me comparar, ou comparar os outros, afinal, cada pessoa é única e ninguém é melhor que ninguém. 
Não podemos mais permitir que a mídia, as redes sociais e a indústria da moda destruam nossa autoestima!
Esse é, DEFINITIVAMENTE, um livro que eu indico! Mesmo se você não tem nenhum transtorno alimentar esse livro poderia te ajudar a se amar mais e também a ter compaixão pelas pessoas que tem algum tipo de distúrbio alimentar. 

Me poupe!

Sempre pensei que finanças não seria um problema na minha vida. Meus pais nunca esbanjaram dinheiro, até por que nunca tiveram muito para esbanjar. Mas sabiam poupar, sabiam economizar, priorizar os objetivos, etc. Mas, quando comecei a trabalhar ouvi uma pessoa da família dizendo: Minha mãe quer controlar o meu dinheiro! Isso é inadmissível! Quem trabalha sou eu, e eu que tenho que saber com o que eu gasto!
Pronto! A partir daí eu pensei, de forma errada, que não era bom compartilhar com as pessoas o que eu fazia ou deixava de fazer com o meu dinheiro. Até mesmo parei de falar sobre isso com as pessoas. Não compartilhava meus desafios, minhas conquistas. Ficava tudo dentro da minha consciência. 
Porém, eu também aprendi na prática que não falar sobre dinheiro é, sim, um problema quando li o livro Me poupe! da Nathalia Arcuri. Além disso, entendi que não falar NÃO para coisas que não mereciam um SIM só me levava mais longe dos meus sonhos que, por sinal, existiam, e como existiam! Minha cabeça basicamente ficava nas nuvens de tanto que eu sonhava. 
Sempre há uma perda quando desejamos conquistar algo que está além de nossas possibilidades.
Com o livro também entendi que preciso colocar os meus pés no chão. Apesar de não me tornar alguém inadimplente eu estava bem longe de ser uma pessoa consciente em relação às minhas finanças. Afinal de contas: Por que o Brasil não ensina finanças desde o ensino fundamental?
O maior inimigo de suas conquistas é você mesmo!
Nathalia começou a poupar desde criança para comprar um carro aos 18 anos. Depois mudou seu objetivo e começou a poupar para comprar seu primeiro apartamento à vista assim que terminasse a faculdade. Hoje em dia sua meta é conquistar o suficiente para parar de trabalhar para sempre. 
A leitura flui bem rapidinho. É aquele livro motivacional de verdade. Desses que você vai lendo e fazendo mil planos para mudar de vida, mudar seus hábitos e começar a engordar a sua conta bancária. Com certeza recomendo!

XOXO

Me conta: Você já leu algum desses livros? Me conta nos comentários. Vamos bater um papo?

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