O diário de Anne Frank

O Diário de Anne Frank é um livro bastante conhecido, mas pesar disso eu ainda não tinha lido ele até o início desse ano. Fiquei pasma que não tinha resenha desse livro por aqui. Vamos mudar isso já!

Ler sobre experiência de outras pessoas, sobre culturas diferentes, sobre fatos  reais e que marcaram o mundo é algo que eu realmente gosto. Mesmo quando não é algo inserido na minha realidade eu acho importante conhecer, assim eu posso entender melhor a diversidade que existe nesse nosso mundo. 

Anne é uma garota judia que levava uma vida comum com sua família. Quando ela só dia 12 ou 13 anos um membro de sua família recebe a carta de convocação para comparecer a um centro de concentração nazista. A partir desse momento sua vida se transforma completamente. O motivo, já sabemos atualmente: O nazismo! A família Frank consegue se esconder com a ajuda de amigos em um abrigo improvisado e permanece dois anos, aproximadamente, longe da sociedade e ao mesmo tempo muito perto de tudo.

No esconderijo Anne resolve registrar seus medos, anseios, dúvidas, inseguranças e desabafos, além, claro do cotidiano da família, em um diário. Do começo ao fim é possível notar que Anne teve que amadurecer de forma muito rápida devido a situação que ela e sua família precisaram se submeter. No auge da sua pre-adolescência foi privada de compartilhar suas descobertas e sentimentos com pessoas de sua idade e isso é bastante angustiante. 

Anne vai narrando, claro, por meio do seu ponto de vista, um pedaço sombrio da história, uma parte da Segunda Guerra \Mundial. Eles tinham notícias sobre o que estava acontecendo quando recebiam visitas no seu abrigo improvisado e também via rádio. Mas, só podiam ouvir quando não tinha ninguém mais trabalhando no estabelecimento de baixo de onde moravam para não serem descobertos.

Pra mim é ainda muito confuso pensar de onde surgiu esse preconceito contra os judeus. Li dia desses que os judeus foram banidos da Inglaterra e só retornaram no século XVII. Mas, antes de serem judeus eles eram ingleses. Como a religião pode se "sobrepor" a nacionalidade por exemplo? Pra mim é tudo muito injusto e eu não consigo entender como tantas pessoas aderiram ao preconceito, que infelizmente, até hoje existe.

Enfim... Adorei ler o livro e um dia visitarei a casa onde eles moraram, onde Anne escreveu seu diário. Será um momento bem marcante, com certeza. 

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