Eu e meu violão = uma novela mexicana


O que, exatamente, sabemos sobre nós aos 10 anos? Sinceramente, acredito que nos conhecemos o suficiente para não entendermos direito quem somos. Ou, até conseguimos nos conhecer, mas o fato é que nunca somos os mesmos. Estamos em constante mudança. E ainda bem que é assim. Digo isso por que quando tinha 10, meu pai começou a me apresentar os primeiros acordes no violão. Mesmo não sabendo muito, ele me incentivou a aprender, simplesmente por que este era um sonho dele. 

Fiquei meio desanimada naquela época, por que minha vibe era piano, ou pelo menos um teclado. Achava lindo saber apertar aquelas teclas e sair um som tão elegante como é o som do piano. Mas, fui convencida de que o melhor seria violão, por não precisar de tomada por perto, ser mais fácil para carregar e etc. E também por que meu pai tinha um violão velho em casa. Porém, como não era o meu sonho saber ticar violão, eu não passei de 5 ou 6 acordes e parei de aprender. Simplesmente não me interessava mais. 

Aos 13, alguns amigos começaram a levar violão pra escola e, por ironia do destino, fui me interessando, e cheguei a aprender bastante com eles, com revistinhas da banca, com a internet. E meu pai se encheu de felicidade e me deu o meu violão, que tenho até hoje aqui em casa. A minha única exigência era: queria um preto.  


Aprendi o suficiente para me considerar satisfeita, mas não o suficiente para compôr. 

Depois de um tempo, eu vi que a música era um hobby pra mim, e só. Não era algo que eu sonhava me dedicar e ter como profissão. Ainda mais que, onde eu moro, só sertanejo faz sucesso, e eu não curto muito esse estilo. 

Então fui parando. De novo.

Fiquei anos sem tocar. Anos com o violão encostado. Coitado! 
Até que outro dia, resolvi tentar uma música da Mallu. Gostei de ter pegado o violão depois de tanto tempo. Mas... meus dedos estavam enferrujados, meus calos haviam sumido, e o processo pra eu ter eles de volta seria bem dolorido. Tudo isso me fez entender que, violão nunca foi meu sonho. Só foi um hobby, mas que não me instiga a ir em frente. 

Estava até pensando que seria legal recomeçar, tentar reproduzir algumas músicas, quem sabe postar lá no Canal. Mas, agora eu não tenho tempo pra praticar. Não pra conseguir um resultado digno de subir para o Youtube, não mais. Enquanto isso, eu vou olhando pra ele e relembrando a época que ele fazia mais parte de mim do que hoje.

Antes que eu me esqueça: O nome dele é Brad. 

5 comentários:

  1. Eu acho tão legal ter dons musicais.
    A música é transformadora.

    bjokas =)

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  2. Oi Tatila....

    Parabéns!!!! Gostei muito!!!! Invista nesse e nos demais talentos que você tem... Invista! A música tem um poder muito grande de amenizar o sofrimento de quem se encontra em meio a dor.....

    Parabéns!!!!!

    Um abraço!!!!

    Silvana Psic.

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  3. Oi Tátila....

    Parabéns!! Gostei muito!!
    Invista mais nesse e nos demais dons que você tem! A música tem um poder muito grande de amenizar o sofrimento de quem se encontra em meio a dor.

    Siga em frente... dê passos... caminhando você irá longe!

    Um abraço..

    Silvana Psi

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    Respostas
    1. Muito obrigada por me ajudar tanto!!! Estou pensando na sua sugestão de tema, viu? Beijo!

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