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16 de out de 2012

não sei se ele se lembra quee eu entrei - e saí - da sua vida.


Pra mim, reforçar o rímel, mesmo nos dias de sol, me deixaria mais neutra, escondida. Eu sempre me preocupava com essas coisas. Me preocupava em não ser vista. Apesar que eu nem precisava ter esse tipo de preocupação por que a única pessoa que puxava papo comigo ultimamente era a senhora que morava no 204 (andar de baixo):
__ Está descendo?
Ela sempre saía na minha hora de descer pra ir ao colégio. Eu nem respondia, só acenava com a cabeça... Eu até tentei jogar o Jogo do Contente e ver o lado bom de tudo que aconteceu nos últimos meses, mas fui fraca, não durou nem dois dias... Timidez eu sei que não é... É só vontade de ir embora de onde estou, de tudo que está acontecendo. Minha rotina se resume basicamente em estudar de manhã, cuidar da casa no resto do dia. Claro, além de me lembrar do Cadu...
Morando tão longe e vivendo de mesada não tem possibilidade de dar certo. Não agora. Talvez nunca mais... Por que o tempo pode ser nosso parceiro, mas também nosso maior rival.
Por medo de doer eu me afastei depois da tragédia desse ano. Ele é um garoto brilhante e não achei justo arrastar ele pra cá. Em São Paulo o futuro dele é promissor... Pensei que no início ele me daria força, mas depois, talvez, ele ficaria por medo de me fazer sofrer ainda mais. Não quis, indiretamente, prendê-lo comigo. E abrir mão de nós dois doeu.

Foi melhor assim...

Se ele me deixasse daqui há alguns meses ou semanas, quem sabe dias, eu não aguentaria.
Não sei como vai ser. Ainda não tivemos tempo de visitar a família do papai na cidade grande, por isso não sei como ele está, ou o que está fazendo, e nem mesmo se ele se lembra que um dia eu entrei - e saí - da sua vida.

Essa é a continuação de uma história que criei e postei na última semana..

2 comentários :

  1. Que texto lindo! Adorei a forma como você escreve!!
    Beijinhos

    Ann
    http://www.vinteepoucos.com.br/

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