Como parei de ter vergonha dos meus olhos - toxoplasmose

Durante muito tempo eu tive vergonha de olhar nos olhos das pessoas. Nas fotografias eu também não gostava quando diziam: Tira os óculos, Tati! Sabe por que? Por que eu achava que os óculos escondiam um pouco meu estrabismo que foi sequela da toxoplasmose. Também tentava sorrir "com os olhos" por que eles quase sumiam e não dava pra ver na imagem.


Levou muito tempo pra isso mudar. Foi uma mudança gradativa e desafiadora. Mas, hoje em dia eu faço vídeos na internet e mostro os meus olhos para o mundo. No vídeo abaixo eu falei como perdi a vergonha dos meus olhos. Foi uma superação gigantesca que me orgulho bastante de ter conquistado.


Aperta o PLAY!


Leituras de setembro: Fazendo as pazes com o corpo + Me poupe!


Setembro foi um mês bem corrido. Mesmo assim consegui ler dois livros. Um deles foi o Fazendo as pazes com o corpo da Daiana Garbin e o outro foi o Me Poupe! da Nathalia Arcuri. Ultimamente, estou lendo bastante livro escrito por jornalistas. Não é proposital, mas estou gostando muito desse dado.

Os dois livros foram muito importantes pra mim de maneiras diferentes e apesar de ambos terem uma linguagem bem simples e fluida, tocaram em pontos na minha vida que eu realmente precisava de ajuda, precisava transformar a forma como eu via cada um dos assuntos dentro da minha cabeça. 

Fazendo as pazes com o corpo

Daiana Garbin sofreu, por MUITOS anos, alguns transtornos alimentares. Ela sempre estava em guerra com a comida, com a balança e com ela mesma. Ela via seu corpo de forma distorcida: mesmo não sendo gorda, não gostava do que via do espelho por achar que precisava perder mais e mais peso. 
Quando ela decidiu dar um basta nessa guerra interna que sempre a acompanhou desde a infância ela decidiu falar sobre isso e compartilhar informação, conhecimento e, claro, suas experiências. Ela começou a estudar mais o assunto e compreender por que é cada vez mais comum as pessoas estarem insatisfeitas com sua imagem no espelho. 
Nunca gostei de ser chamada de mulherão. 
O livro é bem completo. Aborda transtornos que eu não conhecia e abordou, também, o que eu me encaixo: Compulsão alimentar. Lendo sobre esse transtorno eu pude me conhecer melhor e entender os gatilhos que me levavam a episódios de compulsão. Comecei uma reeducação alimentar depois de entender que nenhuma dieta restritiva me ajudaria. Foquei, na terapia, em trabalhar essa parte de mim para que esse não fosse mais um problema recorrente. 
O problema de peso que atrapalhava minha vida não estava no meu corpo - estava na minha cabeça.
Com o livro eu comecei a olhar pra mim de um jeito diferente. Com compaixão, amor e paciência. Eu notei que falava coisas pra mim, em pensamento, que JAMAIS falaria para outra pessoa. Então, me questionei: Por que falo pra mim, então?
Minha autoestima mudou um pouco e precisa continuar mudando... Mas, até aqui já foi um grande avanço. Eu comecei a me ver com devido o valor que eu merecia, não dependendo do que a balança mostrava para ser alguém relevante. Comecei a falar sobre o meu peso conseguindo não chorar... Entendi que nunca devo me comparar, ou comparar os outros, afinal, cada pessoa é única e ninguém é melhor que ninguém. 
Não podemos mais permitir que a mídia, as redes sociais e a indústria da moda destruam nossa autoestima!
Esse é, DEFINITIVAMENTE, um livro que eu indico! Mesmo se você não tem nenhum transtorno alimentar esse livro poderia te ajudar a se amar mais e também a ter compaixão pelas pessoas que tem algum tipo de distúrbio alimentar. 

Me poupe!

Sempre pensei que finanças não seria um problema na minha vida. Meus pais nunca esbanjaram dinheiro, até por que nunca tiveram muito para esbanjar. Mas sabiam poupar, sabiam economizar, priorizar os objetivos, etc. Mas, quando comecei a trabalhar ouvi uma pessoa da família dizendo: Minha mãe quer controlar o meu dinheiro! Isso é inadmissível! Quem trabalha sou eu, e eu que tenho que saber com o que eu gasto!
Pronto! A partir daí eu pensei, de forma errada, que não era bom compartilhar com as pessoas o que eu fazia ou deixava de fazer com o meu dinheiro. Até mesmo parei de falar sobre isso com as pessoas. Não compartilhava meus desafios, minhas conquistas. Ficava tudo dentro da minha consciência. 
Porém, eu também aprendi na prática que não falar sobre dinheiro é, sim, um problema quando li o livro Me poupe! da Nathalia Arcuri. Além disso, entendi que não falar NÃO para coisas que não mereciam um SIM só me levava mais longe dos meus sonhos que, por sinal, existiam, e como existiam! Minha cabeça basicamente ficava nas nuvens de tanto que eu sonhava. 
Sempre há uma perda quando desejamos conquistar algo que está além de nossas possibilidades.
Com o livro também entendi que preciso colocar os meus pés no chão. Apesar de não me tornar alguém inadimplente eu estava bem longe de ser uma pessoa consciente em relação às minhas finanças. Afinal de contas: Por que o Brasil não ensina finanças desde o ensino fundamental?
O maior inimigo de suas conquistas é você mesmo!
Nathalia começou a poupar desde criança para comprar um carro aos 18 anos. Depois mudou seu objetivo e começou a poupar para comprar seu primeiro apartamento à vista assim que terminasse a faculdade. Hoje em dia sua meta é conquistar o suficiente para parar de trabalhar para sempre. 
A leitura flui bem rapidinho. É aquele livro motivacional de verdade. Desses que você vai lendo e fazendo mil planos para mudar de vida, mudar seus hábitos e começar a engordar a sua conta bancária. Com certeza recomendo!

XOXO

Me conta: Você já leu algum desses livros? Me conta nos comentários. Vamos bater um papo?

Estou conseguindo controlar a ansiedade. Saiba como:

Transtorno de ansiedade generalizada

Durante muitos anos fui diagnosticada com TAG - Transtorno de Ansiedade Generalizada. É uma ansiedade "sem motivo" aparente que nunca se "estabiliza" totalmente durante alguns anos. Mesmo fazendo terapia, tomando remédio por um curto período e tentando relaxar eu não conseguia administrar a ansiedade. Ela estava sempre interferindo no meu dia-a-dia e me prejudicando em algumas áreas da vida. Saiba mais sobre esse transtorno através desse vídeo AQUI

No entanto, eu notei que tive períodos maiores de melhora e por isso decidi compartilhar com vocês como consigo controlar a ansiedade. Aperta o Play! 


O conto da Aia | Margaret Atwood

Estava querendo falar das minhas leituras de Agosto em um único post, mas não tem como não dedicar um inteirinho para Os contos da Aia de Margaret Atwood.  Pensa numa leitura densa!

Contexto

Essa distopia mostra, do ponto de vista da Aia, o Estado teocrático e totalitário em que ela vive, devido a um golpe sofrido pelo presidente e congresso. Nessa sociedade as mulheres perderam vários direitos básicos. Foram todas desligadas de seus empregos e suas contas bancárias foram retidas. Elas se tornaram propriedade deste governo, literalmente. Foram dadas a elas algumas funções específicas, as quais elas deveriam desempenhar e jamais se opor ou questionar. 
Aia tinha a função de procriar. O comandante precisava ter relações sexuais com a Aia, num ritual totalmente bizarro em que participava também a sua esposa. Não havia prazer. Tudo fazia parte da função pela qual todos deveriam desempenhar. 

Narrativa

O livro é estruturado como se fosse um diário ou algo parecido. Os relatos dela, no início, ficaram bem confusos, acho que por eu não ter o costume de ler muitos clássicos. A história alternava em presente, passado, pensamentos e memórias da Aia. Aos poucos fui pegando o jeito e a leitura fluiu bem melhor. 

Sensações

Durante a leitura eu tive vários tipos de sentimento. Medo, certamente, foi um deles. Apesar da história ter sido escrita em 1985 tudo parecia ser tão atual e tão possível de acontecer a qualquer momento, mesmo que as situações em que as mulheres precisaram se submeter fosse horripilantes ainda era um tanto próximo de uma possível realidade. 
A sociedade que foi instaurada na obra é totalmente opressora, com privilégios para os que tinham maior poder. No entanto, todos, mesmo quem tinha mais poder, era vítima desse sistema. 

Certamente é uma leitura pesada, com detalhes que causavam até mesmo nojo. Pelo menos foi comigo. É revoltante, e ao mesmo tempo apavorante, imaginar algo desse tipo acontecendo atualmente. 

Você já leu esse livro? O que achou? Se não leu, tem vontade? Me conta nos comentários!
xoxo

Daily planner pra você baixar + meu planner do momento

Organização é um dos meus assuntos favoritos e sem dúvida me ajuda a ser mais produtiva, principalmente depois que me casei. Há anos já trabalho com agenda por que confiar na minha memória é bem arriscado, rs. Mas, eu sempre quis ter um planner, que é uma agenda "diferentona" que está na moda atualmente. Nunca consegui comprar até dia desses numa viagem que fiz a Uberlândia. Acabei escolhendo esse da marca Ótima com estampa de mármore que também está bastante na moda, hoje em dia. Ele é tão lindo, olha só: 

bolsa para papeis

bloco para anotações





Antes de comprar esse da Ótima Gráfica eu estava pensando em criar o meu próprio planner. Os que eu já havia pesquisado não atendiam todas as minhas necessidades (trabalho fora, fotografia, blog e canal, tarefas de casa, estudos, vida social e por aí vai...). Esse, pra minha sorte, é personalizável, por isso o escolhi. Posso criar os assuntos que preciso nas abas estilo fichário. As folhas são em forma de refil, assim quando acabar as folhas vazias eu posso pedir mais pela internet.


Apesar de não ter criado o meu sozinha, resolvi fazer um daily planner pra disponibilizar pra vocês baixarem. Foi o primeiro que criei e já quero fazer outros com temas diferentes, como trabalho, estudos, viagem, etc. 

Pra baixar este daily planner gratuitamente basta clicar AQUI para ter a versão em JPEG, e AQUI pra ter a versão em PDF. Depois é só mandar imprimir quantas cópias quiser e encadernar numa papelaria. Espero que gostem!