Taylor Swift - A História Completa





Amo biografias!

É meio bizarro como nós nos interessamos pela vida de algumas pessoas. Parece que tentamos encontrar algo em comum para se identificar ou enxergar a pessoa muito além da fama. Precisamos vê-la como alguém "normal". Gente como a gente, sabe? Isso sem deixar de reconhecê-la como uma personalidade quase inalcançável. Foi totalmente desse jeito que me senti quando li a Biografia da Taylor Swift, escrita pelo inglês biógrafo de celebridades Cha Newkey-Burden

A obra de 8 capítulos conta, quase de forma jornalística, a história de Taylor desde sua primeira infância, algo que aconteceu de um jeito parecido com a minha: numa propriedade rual. Não quero entrar em muitos detalhes e nem dar spoilers para vocês, mas o que posso afirmar é que descobri uma Taylor muito mais forte e imponente do que antes conhecia.


Ela é uma mulher de muitas conquistas. Isso todos nós já podemos imaginar. Mas muitas das conquistas carregaram consigo bastante suor, preconceito, obstáculos não perceptíveis atualmente com a carreira que tem e, acima de tudo, acompanhadas de muitas histórias de persistência e superação. Ela não caiu de paraquedas na fama. Precisou de muitos dedos calejados pelos instrumentos que toca para conseguir chegar onde chegou. E muitas viagens para dentro de si mesma que foram transformadas em letras ora misteriosas ao público, ora escancaradas para a sociedade

Mesmo gostando das músicas dela eu não pensava que ela fosse uma mulher tão forte e determinada como é. Afinal, chegam até nós, na maior parte das vezes, muitos momentos de insegurança e relações emotivas e desgastadas, sabe se lá por qual motivo. Foi bom saber desse outro lado do contexto. 

Numa entrevista alguém perguntou por que ela sempre se abria tanto nas letras que escrevia. A resposta que ela deu não conseguia ser mais coerente. Ela disse que prometeu a si mesma que se um dia ela chegasse onde chegou, jamais deixaria de ser quem era como pessoa e como compositora. Então ela ainda escreve letras como escrevia aos treze, como se fosse um diário.



O autor faz algo no livro que achei bacana: Ele colocou declarações dela e de fontes mais relevantes sobre todos os álbuns que ela já havia lançado até a conclusão da obra. Então, existe conteúdo até o álbum Red. Até esse disco já da pra ver o início da sua transição natural para o Pop. Fazendo parte dos dois estilos musicais ela recebeu vários prêmios em ambas as categorias.

Certamente Taylor Swift é uma #girlpower!

Vlog: Faxina, almoço e excessos.


Como todo domingo é dia de vlog lá no Canal, hoje eu liberei um vlog pra vocês. Foi dia de faxina e eu mostrei como foi tudo. Espero que gostem e se inscrevam no Canal pra assistir aos novos que eu for postando, ok?


Não se esquece de me seguir nas redes sociais, por que a gente conversa sempre por lá. Tem link de todas elas aqui do lado, embaixo da foto de perfil. 

A minha vaidade é diferentona!


Fui criada num ambiente simples, bem simples, do tipo que não tinha revestimento no piso. Meus pais foram criados num ambiente ainda mais simples do que o meu. E como costumam dizer os estudiosos do comportamento:
Você é o meio em que vive
O meio em que eu vivia me fez ignorar quase totalmente a questão da vaidade, de querer parecer bonita e de querer chamar atenção por algum motivo. Eu não via as pessoas ao meu redor se maquiarem todos os dias. Um batom e um par de brincos eram usados em ocasiões mais formais, tipo na missa de domingo. E o que eu mais queria vestir era algo que não ficasse me pegando, puxando, penicando ou incomodando de qualquer outra forma que pudesse existir. Quando eu conseguia ficar a vontade eu me sentia bem e ponto. Tudo estava ok. 

Eu cresci, mas a vaidade em mim continuou do mesmo tamanho. Colocava só um anel do dedo indicador pra imitar a Sandy. Quando eu me arrumava pra escola e alguém me elogiava eu ficava meio constrangida. Parecia que eu estava usando um nariz redondo vermelho e estava chamando atenção demais. 

Cheguei na pré-adolescência e comecei a comprar alguns itens aqui e ali que me agradavam. Mas sempre vinha alguém pra me dizer que aquilo era cafona, impróprio pra ocasião, que tinham coisas mais bonitas para escolher e por isso eu fui me afastando cada vez mais da vaidade comum. Afinal, quando eu não me aprontava ninguém falava nada pra mim. Interior é assim mesmo e apesar de eu ainda não ter consciência disso naquela época, eu já tinha a essência de simplesmente querer seu eu mesma, independente do fato de agradar as pessoas ao meu redor ou não. Se eu estivesse contente com o que via no espelho era só o que importava. 

Mas a essência de querer seu eu mesma significava que eu queria ter liberdade para me descobrir, me entender e querer o que o meu coração apontava. Não queria tendências. Não queria saber o que chegaria na próxima estação. Só queria usar o que eu quisesse, mesmo que fosse comprado na feira semanal da minha cidade. 

Uma vez uma colaboradora da minha equipe questionou o fato de eu ser supervisora e ainda usar uma piranha de plástico neon no cabelo. Eu respondi que o que fez eu chegar até ali foi o meu trabalho, minhas ações, o que eu criei e cuidei por dentro e não por fora. Essa foi a minha prioridade desde que eu me entendo por gente. E cada um pode ter a prioridade que escolher, que te faça mais feliz. Aquela foi a minha e, infelizmente, não era compreendida pela maioria. Eu já tinha minha faculdade, minha moto, meu cargo legalzinho com uma mesa bem grande pra mim. E quando não estava no trabalho eu tinha meus CD´s, meu livros, minhas pelúcias, que meses depois eu iria me desfazer por conta de uma alergia, minhas revistas e um violão preto. Essas coisas bastavam pra mim. 

Hoje eu tenho um kit bem minimalista de makes (mostrei neste vídeo). E o meu maior prazer é acordar e decidir que vou me maquiar por que passei a gostar disso e não por que a maioria das mulheres da minha idade faz isso. Minha maior felicidade é, também, acordar e decidir que vou sair na rua de cara lavada e o meu maior constrangimento será lembrar que não passei protetor solar. Ser eu mesma é o maior prazer do meu mundo, é minha maior vaidade. 

Livro: Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie


Que falta eu senti de fazer resenhas aqui :D

Minha última leitura foi digital: Sejamos todos feministas. Apesar de amar livro físico, eu já venho lendo digital há alguns anos. Por causa do meu problema na visão (falei sobre ele aqui) eu tenho optado por leituras que me permitam alterar o tamanho e espaçamento das letras e linhas. Mas,vamos ao livro, certo?


A autora, cujo nome eu não sei pronunciar direito, conta a maneira como o machismo afeta a vida das mulheres e, até mesmo, dos homens lá na Nigéria. Ela cita coisas mais absurdas, pelo menos ao nosso modo de pensar, como, por exemplo, a mulher que tem que vender sua própria casa para conseguir arranjar um casamento e não intimidar tanto assim o seu noivo, e até coisas mais normais pra nossa realidade, como a diferença salarial. 

Eu nunca me defini como feminista, mas apoio a causa até certo ponto. Não consigo ser totalmente extremista, afinal eu vejo sim diferenças de gênero que simplesmente não têm que ser ignoradas e isto seria assunto para um outro post. Mas, existem certas atitudes que são impossíveis de engolir e por isso apoio a causa de um modo geral.  


Um ponto importante e interessante que já podemos ter uma noção pelo título do livro é o fato de que todos nós, homens ou mulheres, podemos apoiar o feminismo. Um exemplo de homem feminista é o próprio irmão da autora. Achei isso bem legal. Mas reconheço que nem todos os homens conseguem ver algumas das tantas dificuldades que temos apenas por termos nascido do sexo feminino. 


Algumas pessoas confundem feminismo com a supremacia da mulher ou o ódio aos homens. Isso simplesmente não tem nada a ver. O que buscamos com o feminismo é apenas igualdade social (e não física ou biológica). Os tempos em que o homem se sobressaía devido sua força já acabou faz séculos, então, temos que nos adaptar às mudanças sim. 


Quando disse no início que foi uma leitura curtinha, é por que o livro em si é um discurso que a autora fez no TED Talks. Meu Kobo me mostrou que gastei duas horas para ler ele inteirinho. O número de páginas não dá pra dizer, visto que isso muda de acordo com o tamanho da fonte que você escolhe. 

Ele estava gratuito pelo aplicativo da Kobo
Avaliei com cinco estrelas por que achei muito importante esse assunto. Ele merece, inclusive, ser compartilhado. 

Filme: Simplesmente Acontece


Tem na Netflix (caso queiram saber). 

"Love, Rosie", traduzido para o português como - Simplesmente Acontece - é uma comédia romântica tão linda quanto as tantas espalhadas por aí, mas um tanto menos clichê, na minha opinião. O filme, que me mostrou pela primeira vez o trabalho de Lily Collins, me surpreendeu em vários aspectos. Apesar de ainda começar com um cenário adolescente, achei que a história segue direções adultas na medida certa, com bebedeiras, perda de memória e sem teor pornográfico. 


O filme conta a história de dois vizinhos que mantém uma amizade desde quando podem se lembrar. Inseparáveis desde a infância eles precisam seguir rumos diferentes quando vão para a faculdade. Apesar de ambos terem sido aprovados em uma faculdade na América, Rosie decide não ir por ter engravidado sem planejar e por sentir que isso talvez poderia fazer com que Alex desistisse dos planos de estudar em outro continente. Ela decide esconder a gravidez e doar o bebê para adoção após o nascimento para então conseguir retomar os planos de antes da gestação e também poder estudar e trabalhar no ramo de hotelaria como sempre havia sonhado. 


A história tem uma essência lúdica e exagerada em algumas partes, assim como a grande maioria dos filmes lançados. Porém, essa característica também se mistura com situações da vida real, tipo essas coisas que acontecem "nas melhores famílias". Um exemplo disso é quando Rosie engravida sem planejar antes mesmo de entrar na faculdade, ou ainda quando ela perde alguém muito importante na sua vida. Também acontece com Alex que tem uma frustração dentro do seu relacionamento. 

A amizade entre os dois personagens principais é muito perfeitinha, me deixando em alguns momentos em dúvida sobre a intensão real deles. Era amor? Existia um romance? Ou tudo não passava de ilusões da minha cabeça? Mesmo assim, o filme não deixou de ser interessante e me fez querer saber ainda mais sobre o trabalho dos protagonistas.


Claro que eu não poderia deixar de citar a melhor parte: Foi baseado na obra "Where Rainbows End" da escritora irlandesa Cecelia Ahem, em 2014. Fiquei até com vontade de ler a obra também. Afinal, livros são melhores que os filmes aos quais são baseados. Imagina, se eu gostei do filme, o livro será ainda melhor. Tomara que minhas expectativas estejam corretas. 

Foto de Nadia Zahirah
Se você assistiu a esse filme me conta se gostou, ok?